Templo, neste percurso, é menos um cenário e mais uma promessa de estrutura: corredores, câmaras, alçapões e uma rota que tem de ser descoberta pela ordem certa. Os três títulos abaixo partilham essa promessa e resolvem-na de três maneiras que quase não se falam.
Um deles transforma a câmara num labirinto de escavação, onde cada bloco removido muda o caminho possível. Outro fica-se pelo tabuleiro, mas troca a mecânica de trocar peças pela de rebentar grupos inteiros, o que altera por completo o ritmo do polegar. O terceiro sai do tabuleiro e assume-se como plataformas de aventura, com salto, impulso e quedas que custam tempo.
É por isso o percurso mais desigual do site em termos de exigência. Quem chega vindo dos puzzles do Nilo vai sentir a diferença logo no primeiro deles: aqui erra-se com consequência, e a consequência é repetir a câmara.